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Mostrando postagens de Abril, 2009

the congo de vachel lindsey agora em português

www.editoraeblis.com Do ponto de vista de sua ideologia The Congo — study of the negro race /Congo negro (Editora Éblis, 2009) para o paladar contemporâneo, pode ser interpretado como um poema ultrapassado. Em seus versos, formas clássicas de preconceito racial e religioso contra o negro vêm à superfície a todo o momento. Neste sentido, a intenção pretensamente esclarecedora contida no sintagma que complementa o título do poema, tem algo de patético, pois esse “study of the negro race” se revela tão vincado de superstições e estereótipos com relação ao seu objeto de estudo que acaba por obliterar a possibilidade efetiva de algum desvelamento a propósito das perplexidades e dos signos envolvidos na fatura da obra. Mas o poema de Vachel Lindsay não é um caso isolado dentro das contradições que envolvem uma tradição de representação do outro dentro da literatura. As imposturas que acompanham inadvertidamente suas boas intenções são verificáveis — e similares àquelas encontradas — tam

o cara

apanhado em toda a sua mulatice Este fragmento deve começar transcrevendo parte de uma crônica de Machado de Assis publicada no primeiro número da revista O futuro (1862-1863). A crônica foi descoberta por Mario Alencar, também organizador de A Semana , compilação póstuma enfeixando em três volumes as crônicas que Machado escreveu semanalmente para a “Gazeta de Notícias” (RJ). No texto em causa, Machado de Assis defende um “programa de trabalho”. O escrito, efêmero como o suporte onde fora estampado, representa a contrapelo algo como a “pedra fundamental” da sua trajetória de escritor - Machado de Assis contava 23 anos. O cronista que inaugura a sua coluna tira a pena do fundo da gaveta e passa a ministrar-lhe alguns conselhos que, caso aceite, lhe facultarão uma vida “honrada e feliz”. Vejamos alguns trechos: Não te envolvas em polêmicas de nenhum gênero, nem políticas, nem literárias, nem quaisquer outras; de outro modo verás que passas de honrada a desonesta, de modesta a preten