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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

O estilo da revanche em E se alguém o pano

Ronald Augusto [1] A satisfação de escrever a apresentação para um livro que é do agrado do prefaciador muitas vezes é acompanhada da suspeição de terceiros. Com efeito, tendo em vista a presente obra, alguns dirão, por exemplo, que sou suspeito ou estou implicado nas análises da poesia de Eliane Marques, porque já há algum tempo venho acompanhando os desdobramentos construtivos de E se alguém o pano , conjunto que agora se oferece ao leitor. Ao longo desse percurso estabeleci um raro diálogo com a poeta e suas específicas propostas textuais. Assim, é por essa razão que, a contrapelo dos eventuais invejosos, me sinto não só mais do que à vontade para cumprir a tarefa, mas – e o que é melhor – creio mesmo que tenho o direito de fazê-lo. Não se trata de lançar mão da prerrogativa do elogio que o texto introdutório pode exercer; não. O que pretendo é levar a termo, o quanto possível, uma ideia do poeta W. H. Auden segundo a qual o melhor leitor do autor inédito (que é o cas