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Mostrando postagens de Outubro, 2010

oficinas de literatura

com alguns alunos, oficina pelo sesc/rs alunos do curso permanente na Palvraria alunos do "formação de escritores", em tubarão, sesc/sc Todo curso – ou oficina literária – transcorre nessa fronteira delicada entre o aberto e o fechado; entre o consenso e o dissenso; entre a contenção e a frouxidão; entre o literário e o não-literário; entre a ingenuidade e a lucidez; entre o risco e a convenção. E essas hesitações se acham tanto na dinâmica do curso, quanto nos objetos verbais resultantes que, enfeixados em eventual volume ou recitados-lidos publicamente, são ofertados ao leitor. A variedade, e, por que não admitir também, a desigualdade dos textos, situa forçosamente a discussão sobre o fundamento da “qualidade literária” em plano secundário. O apanhado dos textos não despreza, evidentemente, esse fundamento, entretanto, para todos os efeitos, digamos que apenas não o persegue como um fim absoluto. Afinal de contas, a casual beleza, os novos mod

joelho ralado no chão da linguagem

Uma distinção arbitrária, ou forçada como são todas as distinções, pode-se fazer entre os escritores. De um lado teríamos escritores mais evasivos, ou seja, propensos a criar objetos verbais através dos quais, nós leitores, empreenderíamos uma fuga vertiginosa/virtuosa do real, penetrando, assim, em um mundo alternativo proposto por essa classe de escritores. De outro lado, teríamos escritores cujos textos parecem nos remeter a uma situação de maior contiguidade com o real, isto é, a todo momento, quer pelo uso de uma linguagem falada nas ruas, quer pela velocidade fragmentária das cenas, somos lembrados de que estamos rente à realidade abrasiva do nosso tempo. Esse tipo de escritor, à diferença, por exemplo, do romancista James Joyce, não quer despertar do pesadelo do lugar nem da história. Pelo contrário, ele pretende tocar na ferida aberta, chegar no “coração das trevas” desse real possível. No entanto, essas características são relativas e relacionais. Tais escritores,