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Mostrando postagens de Março, 2010

discussão

A afirmativa de Borges segundo a qual “Para além de seu ritmo, a forma tipográfica do versículo serve para anunciar ao leitor que a emoção poética, não a informação ou o raciocínio, é o que o espera”, reforça de maneira indireta a idéia de que a mancha gráfica do poema na página já é, por si só, informação estética; já diz algo. Ruído do não-verbal no interior do verbal. Essa relação dialética e não-excludente entre a tradição e a experimentação, sugere um aproveitamento de elementos não-verbais ou icônicos sem que, necessariamente, isto implique um rompimento com os modelos consagrados do discurso verbal.

Estive em Lisboa..., legenda de cartão postal

Há pouco resenhei para Sibila o mais recente lançamento no Brasil do romancista Mia Couto, Antes de nascer o mundo . Na oportunidade, deixei de fora do escrito (não me lembro bem porque razão) uma anotação relativa ao uso de epígrafes por parte do escritor de Moçambique. Mas, agora, com a leitura de Estive em Lisboa e lembrei de você , e ao menos como pontapé inicial para o comentário relativo a esta obra, achei por bem retomá-la — mesmo que tenha surtido da leitura, não deste, mas do livro de Mia Couto? —, sim, pois na abertura da obra de Ruffato, topei o mesmo tipo de texto a cumprir tal função e a mesma generosidade na colagem integral de espécimes desse gênero epigrafando obra em prosa. Em outras palavras, ambos os escritores oferecem ao leitor a figura do poema como mote às suas realizações. Em princípio não há problema nenhum nisso. Inclusive porque, segundo uma idéia irônica de Décio Pignatari, uma revolução completa em literatura pressupõe duas meias revoluções, isto é, u

velhice afortunada

não se trata de uma compensação, nem de uma reparação, ou ainda, de uma melancólica remissão a um época de que não se tem mais notícias: a sôfrega busca de um tempo extinto; de maneira nenhuma... (mais alguma coisa em : http://www.sibila.com.br/index.php/arterisco/1024-poemas )