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contra a cafonice amorosa

Contra a cafonice amorosa Eduardo Vicentini de Medeiros[1]
Cometer poemas carrega lá seus perigos. Quando a amada é alvo do verso então, avista-se tenebroso triângulo das bermudas com seus vértices de naufrágio: a cafonice, o sentimentalismo e o derrame lamuriante sem beiras nem eiras.  E cantar musa viva e poetisa, quem se atreve? Ronald Augusto o fez em “À Ipásia que o espera” cruzando incólume tais ameaças com língua atesada, vento de popa e verga firme. E quando a maré não estava pra peixe, rumou por terra, “oito horas e meia de viagem/ dentro de ônibus em noturna via”. Diga-se, de passagem, que Ronald articula seu périplo com requinte multimodal. Sua caixa de ferramentas é repleta de surpresas. Destaco um quarteto de pasmos e admirações. Começando pelos caligramas espalhados aqui e acolá, com aquele viço de coisa desde sempre provisória que lembra alegremente o caderno de notas que, ao que tudo indica, está sempre à mão do poeta (e de sua musa) pra conter jorros de palavras e garatu…

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