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Vagar em Macau com vagar

Vagar em Macau com vagar Ronald Augusto[1]

Avanço, saltando por entre escolhos cotidianos – o Texas-tipo, a garrafa pet, a semanária –, por dentro dos poemas de Vagar em Macau de José Antônio Silva. A cidade e o tempo sucateiam os mitos retrógrados da poesia. Noturno/diurno do Tietê e de outros rios que varam cidades e seus muros. Os signos, os símbolos do triunfo e da derrocada sempre presentes na próxima esquina – no próximo virar de página –, avassaladores. Mas, por outro lado, a fruição do olhar em travelling escrutinando o transitório das megacidades que crescem e se anulam enquanto devoram adjacências e nossas entranhas. Os poemas de Vagar em Macau batem sola no asfalto da cultura e da sociedade, pavimento que, entretanto, não alcança desgastar o sujeito duro e bom, misto de cancionista e rapsodo, que os entoa aos quatro cantos de nossos transes geográficos. Um excurso sobre “Quatro mil mortes morridas”, um poema exemplar revisitado: o conhecimento satisfatório, sem afetação, do m…

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