Aqui vão algumas anotações (retardatárias talvez) motivadas pela atmosfera dos factóides abobalhados legados pela turnê do Guns N’Roses em nossas terras ( circa 2010), festejada à exaustão por jornalistas de segunda mão e twitteiros de miolo mole. Meu parecer sobre a banda, se é que isso agora tem alguma importância, é: demorou, e já foi tarde. Sem desprezar o grande número de fãs do grupo — embora isso, a cópia de torcedores-fãs, felizmente, não diga muito acerca de sua real qualidade e significância para os rumos da música popular do planeta —, o Guns é uma trivialidade musical superestimada, inflacionada pelo personalismo infanticida de seu vocalista Axl Rose. E prova de que muitos já não levam tão a sério a banda de hard rock de estilo kitsch, foi a enquete caricata que, há época, uma rádio AM local fez com os seus ouvintes, lançando a seguinte pergunta: quem seria melhor, Amado Batista ou Guns N’Roses? Mas, o curioso é que sob a aparente sem-noção da dúvida proposta pelo ra...
Ronald Augusto é poeta e ensaísta. Licenciado em Filosofia pela UFRGS e Mestre em Letras (Teoria, Crítica e Comparatismo) pela mesma universidade. É autor de, entre outros, Puya (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004), No Assoalho Duro (2007), Cair de Costas (2012), Oliveira Silveira: poesia reunida (2012), e Decupagens Assim (2012). É colunista da revista http://www.mallarmargens.com/; e escreve quinzenalmente para http://www.sul21.com.br/jornal/colunista do site Sul21.