[Oliveira Silveira no Mercado Público de Porto Alegre] Essas duas questões me foram apresentadas pelo poeta e jornalista José Weis. Devem ser ou já foram publicadas em algum lugar. Publico-as aqui também. Bom proveito. * José Weis: A recente "descoberta" de autores como Conceição Evaristo, Jeferson Tenório e Itamar Vieira Júnior, pode ser considerada como um legado da luta de pessoas como Oliveira Silveira? Ronald Augusto: Os escritores mencionados compõem uma parte do que entendemos ser hoje uma tradição negra na literatura brasileira ou, ao menos, são representantes de uma produção comprometida com a luta antirracista, coisa antes impensável quando levamos em consideração a história do fazer literário em nosso país. Oliveira como um poeta e intelectual negro anterior a essa geração, pode ser visto como um precursor ou como um consolidador do movimento. Mais do que como legado, a poesia de Oliveira Silveira tem que ser vista como um desafio às novas gerações, precisa...
Ronald Augusto é poeta e ensaísta. Licenciado em Filosofia pela UFRGS e Mestre em Letras (Teoria, Crítica e Comparatismo) pela mesma universidade. É autor de, entre outros, Puya (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004), No Assoalho Duro (2007), Cair de Costas (2012), Oliveira Silveira: poesia reunida (2012), e Decupagens Assim (2012). É colunista da revista http://www.mallarmargens.com/; e escreve quinzenalmente para http://www.sul21.com.br/jornal/colunista do site Sul21.