A apresentação final da lista de convocados do atual técnico da seleção brasileira, o ex-volante de contenção Dunga, se presta a uma variedade de especulações, considerações e ironias. Mas antes de entrar no campo propriamente futebolístico, uma nota. Esse “time de operários” atraiu uma horda jamais vista de patrocinadores oficiais. Com isso a indigitada seleção conquista um recorde milionário de marcas poderosas associadas ao escudo da CBF. Como negócio — e o futebol cada vez mais é essa atividade receptiva a investidores e mafiosos mefistofélicos —, a Seleção Brasileira, trazendo ou não o caneco, já ganhou. Melhor: Ricardo Teixeira ganhou. Mas, este é o ponto crucial. Há muito, a seleção não é mais nossa, isto é, não é mais de cada brasileiro que, segundo o adágio, é um técnico em potencial, e, o que é mais grave, não é nem mesmo do testa-de-ferro Dunga. A Seleção é o balcão de negócios da CBF, et pour cause , de Ricardo Teixeira que, fora do âmbito do Clube dos 13,...